O silicone caiu no gosto das mulheres, e hoje já supera a lipoaspiração. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), é a operação estética mais realizada no País. Em média, são 17 cirurgias do tipo feitas por hora (150 mil por ano).
Veja algumas dicas e cuidados que a mulher deve ter antes de turbinar os seios
1) A escolha do profissional
A orientação é escolher um médico com especialização em cirurgia plástica. Pesquisa do Conselho Regional de Medicina mostrou que 90% das denúncias de erro ou negligência em cirurgia plástica foram realizadas por profissionais sem o título de especialista. Outra dica é consultar pacientes que já foram operadas por esse médico.
2) O tamanho da prótese e o fator flacidez
A prótese sempre deve ser indicada pelo médico, levando em conta o tipo físico da paciente. Ainda assim, o profissional deve informar as opções de materiais para que a pessoa escolha. A prótese, quando bem escolhida, não causa flacidez futura. Mas vale salientar que com o passar do tempo a pessoa envelhece e a sustentação do seio já não é a mesma. A prótese não corrige a flacidez, ela apenas aumenta o volume do seio.
3) Desarmonia estética
A desarmonia é facilmente evitada. Depende da habilidade e do planejamento do cirurgião. Existem diversos tipos e formatos de prótese. É uma escolha do médico, que deve explicar para as pacientes qual a prótese ideal para ser implantada.
4) Dor nas costas
O aumento dos seios com a colocação do silicone, em geral, não causa dor nas costas. Uma prótese de 300ml, por exemplo, pesa 250 gramas. Para ocasionar um distúrbio postural e, consequentemente, dor nas costas, o volume utilizado precisaria ser muito grande e a paciente muito magra ou com musculatura atrofiada. Por isso, é importante sempre ouvir o médico na hora de definir o tamanho da prótese.
5) Diagnóstico de câncer de mama
A ressalva é para mulheres que têm histórico de câncer de mama na família. Elas devem informar isso ao médico e dicustir os riscos e benefício do implante. Em geral, não há problema, mas é necessário um acompanhamento mais próximo da paciente. Não há evidência de que o implante de silicone impeça o diagnóstico de câncer de mama. Até mesmo pelo exame clínico é possível notar alguma diferença na mama. No passado, os aparelhos mais antigos falhavam mais no diagnóstico. Hoje o problema foi sanado. Exames comuns, como a mamografia, são plenamente capazes de ajudar no diagnóstico mesmo em quem usa a prótese. O médico também pode utilizar o ultrassom e a ressonância magnética no diagnóstico.
6) Pós-operatório dolorido
Em geral, a paciente não sente dor após a cirurgia de implante de silicone. No entanto, a resposta do corpo depende de cada indivíduo, do tamanho da prótese e da localização do implante. Se ele for colocado atrás do músculo, é possível que a mulher sinta dor durante dois ou três dias, tolerável com o uso de analgésicos.
7) Hematomas
O aparecimento de hematomas após implante pode acontecer em casos extremos, logo após a cirurgia. Eles ocorrem quando os vasos na região operada são obstruídos e param de sangrar, formando manchas rochas na pele. Para corrigir, é preciso um novo procedimento cirúrgico.

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