25 de fevereiro de 2010

Dourado é o alter ego da classe média machista

A nação brasileira atendeu aos apelos e foi cumprir sua missão cívica de votar no BBB. Num paredão histórico, mandaram a lésbica embora, ignoraram a drag queen e deram sobrevida ao troglodita.
Dourado. Isso lá é nome de macho? Ui. O lutador de vale-tudo realmente é briguento. Comporta-se como se estivesse num ringue. Distribui porradas verbais, fala uma pancada de bobagens, bate de frente com todo mundo.É mal humorado de doer e age como homofóbico. Logo ele, um gaúcho. Entrou como vilão, mas está se saindo muito bem. Virou um dos queridinhos do público. Parada dura.
Dourado
Marcelo Dourado é o alter ego do brasileiro comum. Ele fala o que uma multidão de reacionários e machistas pensa e não tem coragem de dizer. É a cara da classe média deste país. Cara feia, toda estourada.
Gente que adora enfiar o dedo no nariz de quem não gosta. Mas que quebraria o indicador do primeiro que se atrevesse a fazer o mesmo. Ainda mais se fosse “uma sapatão”. Onde já se viu? Ah, se for um homem, manda pro hospital! Homem é homem, mulher é mulher.
Nessa filosofia de boteco (mal frequentado), a truculência é sempre em legítima defesa. A vida é um jogo, não é mesmo? Vence quem luta com fúria e determinação. Não é comovente pensar assim?
Portanto, não seja um obstáculo para esse pessoal que apóia a franqueza do brutamontes do BBB. Eles sempre estão cobertos de berros de razão. E são maioria. Mesmo sozinhos, agem como se estivessem em bando.
Assistir ao Dourado é a purgação de todas as grosserias e preconceitos arraigados no senso comum. Ele é o herói da obviedade cavalar. Ele, sim, rigorosamente, é um brother, mano.
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