RIO DE JANEIRO - Aquele frio na barriga, a vontade misturada com a vergonha, o medo de dar errado, o medo de dar certo, a curiosidade. As sensações do primeiro beijo são praticamente as mesmas para a maioria das pessoas. É um doce prazer muito do cruel. E por pior ou mais apaixonante que tenha sido, é um momento especial e inesquecível na vida de qualquer um.
Hoje, terça-feira, 13 de abril, é o Dia do Beijo e famosos dividem com você, leitor do Famosidades, as sensações da primeira experiência amorosa. Teve gente que começou cedo, com sete anos. Outros que deixaram o momento certo aparecer e só foram experimentar a delícia que é beijar com 17 anos.
Cedo ou tarde, com hora marcada ou por acaso, é fato que beijar é bom demais e todos têm o direito de curtir muito o momento. Fisicamente falando, o beijo mexe com o corpo todo. Só na face, 29 músculos são colocados em atividade. Fora a sensação de prazer extremo.
“Me lembro que achei bem gostoso, tanto que fiquei viciado até hoje”, brincou Bruno Garcia. Para Monique Evans, o beijo pode ser até mais importante que as outras etapas de um relacionamento afetivo. “Se o beijo não encaixar, o resto também não encaixa”, disse.
Confira nas páginas seguintes relatos de outras celebridades e suas experiências com o primeiro beijo. Ah, e depois corra para aproveitar uma bela bitoca:
Mário Frias: “Meu primeiro beijo foi com uma meia-prima minha, que era francesa. Ela falava muito pouco português e a gente devia ter uns sete ou oito anos. Foi na casa da minha avó e me lembro que nos escondemos de todos, porque ninguém podia nos pegar. Hoje não tenho mais contato com ela. Era mais um momento de descoberta dos dois do que amor ou paixão. Mas foi ótimo.”
Bruno Garcia: “Eu tinha 13 anos e levei essa menina ao cinema. Nós fomos assistir ‘Caça-Fantasmas’, filme pouco propício para o momento [risos]. Vai saber se foi por isso que deu certo. Não cheguei a namorar a meninas, mas me lembro que achei bem gostoso [o beijo], tanto que fiquei viciado até hoje”.
Monique Evans: “Você acha mesmo que eu me lembro do meu primeiro beijo? [risos]. Vamos lá... Eu sei que foi bem cedo. Eu devia ter uns 12 anos e morava em um prédio que tinha uma turma bem grande. Cada uma gostava de um menino. Daí o meu primeiro beijo mesmo foi em uma das escadas desse prédio. Eu me lembro que não tinha peito nenhum e usava aqueles sutiãs com bojo. Para não afundar o enchimento quando o menino me abraçasse, eu colocava papel higiênico dentro do sutiã [risos].”
“Era época também de domingueira, que é como matinê. Minha mãe me levava com minhas amigas do prédio e, enquanto ela ficava sentada na mesa com outras mães, a gente subia no terraço para beijar os meninos. Confesso que sempre beijei muito bem. De resto posso até não ser boa, mas de beijo eu sou [risos]. E eu exijo muito, para mim é a coisa principal. Se o beijo não encaixar, o resto também não encaixa. E se deixar, eu fico só no beijo, sou bem romântica.”
Cecília Dassi: “O primeiro contato que tive na vida com um primeiro beijo foi na TV, em ‘O Beijo do Vampiro’. A cena foi com Kayky Brito e eu tinha uns 12 anos. Me lembro que estava bem nervosa. Foi só um selinho mesmo, mas a gente nem tocou no assunto no camarim, antes da cena. Eu estava achando aquilo tudo muito constrangedor. Sentada no camarim eu pensava: ‘gente, daqui a pouco vou beijar essa pessoa’. Foi uma sensação horrível, muito esquisito, porque eu nunca tinha passado por isso, nem no pessoal. Daí, quando acabou a cena, eu pensei que não tinha de ter me preocupado demais. [risos]. Foi tranquilo, super rápido. Já meu primeiro beijo mesmo foi com um menino por quem eu estava apaixonada. Namorei com ele uns três meses e tenho lembranças boas. Nunca mais o encontrei, mas de vez em quando ouço falar porque temos amigos em comum”.
Vitória Frate: “Meu primeiro beijo aconteceu quando eu tinha nove anos. Estava de férias com a minha família na praia do Forte. Fiquei muito amiga de um menino da minha idade que estava hospedado no mesmo hotel. Passamos a fazer tudo juntos. Eu o fiz perder o medo de andar à cavalo e ele me ensinou a assobiar [risos]. E todos os dias ficávamos de mãozinha dada em uma espécie de banco bem alto (tipo aqueles de salva-vidas) vendo o pôr do sol.
Nem pensávamos em nos beijar, a gente era muito criança. Até que chegou o último pôr do sol antes de eu ir embora com a minha família... Ele tinha comprado uma camisa daquelas de tartaruga do projeto Tamar e me trouxe de presente. Me deu a camisa, perguntou se eu era a namorada dele, eu disse que não sabia. Ficamos ali parados, então ele veio e me deu um estalinho. Acho que era para chegarmos a conclusão de que aquilo era de alguma forma diferente das outras amizades.
Nunca mais nos vimos, acho que a família dele era de Pernambuco ou do Ceará e nem me lembro do seu nome (engraçado eu me lembrar de tanta coisa, mas não do nome). Mas tenho muitas fotos dessas férias que me ajudaram a guardar essa memória”.
Marcello Novaes: “Eu nunca vou me esquecer do meu primeiro beijo. Foi com uma menina do meu prédio, e ela foi minha primeira namorada. Foi com quem dei meu primeiro beijo, perdi a virgindade, tive minha primeira decepção amorosa. Chorei muito por ela. Nós namoramos por quatro anos. Eu tinha uns 17 anos quando começamos. Vai ficar guardado para sempre mesmo”.
Iran Malfitano: "Eu tinha seis anos e tinha uma namoradinha em Vitória [Espírito Santo]. Me lembro que a gente estava caminhando pelo prédio dela. A minha mãe e a mãe dela estavam um pouco mais para frente. De repente eu a puxei para trás de um fusca e tasquei um selinho nela. Foi um barato. Aquela adrenalina total, de primeira experiência. Me lembro que foi engraçado, marcou. Quando penso nisso hoje, parece que aconteceu ontem. Eu perdi o contato com ela quando ainda morava em Vitória. Não a vejo faz uns 20 anos".
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